Por Liliam Benzi* O varejo vive uma transformação silenciosa, porém profunda. Nas lojas físicas, nas…
Prontos para liderar o impossível?
Por Liliam Benzi*
Em tempos desafiadores, mas igualmente férteis, a palestra de Oscar Motomura, fundador da Amana-Key, no Hacktown 2025 me fez refletir sobre empresas, negócios e seus líderes. O gênio subiu ao palco com sua humildade peculiar, fala mansa e, de cara, jogou a primeira verdade: vivemos tempos em que o impossível não é utopia, mas uma necessidade organizacional. Para viabilizar este impossível? Planejar e viver com intensidade e propósito numa “realidade real”.
Uma realidade que começa com atitudes simples como um “bom dia” genuíno, sentido, verdadeiro. A qualidade das ações cotidianas, revela o nível de consciência da liderança e traz à tona o paradoxo do resultado sem bem-estar. Bons resultados são entregues por pessoas que estão bem. Não estamos falando de bem-estar físico ou emocional, mas de ter pessoas alinhadas a um propósito superior, com valores universais e intenções nobres.
Também não há inovação verdadeira sem transformação interior. O futuro das lideranças não está no conhecimento técnico, mas na sabedoria. É preciso trocar os modelos cartesianos – que veem as empresas como máquinas previsíveis – por organizações vivas, dinâmicas, complexas e humanizadas.
O líder contemporâneo precisa aprender a surfar nas ondas tranquilas e no caos, sem perder o eixo. Surge a “liderança caórdica” que pressupõe encontrar ordem dentro do caos. Aceitar que nem sempre haverá um plano detalhado, mas que é possível ter um caminho claro, um norte firme, mesmo improvisando.
Menos futurismo e mais “agorismo” já que o tempo é agora e ser criativo também é estar de prontidão para o que é inédito. Uma receita que une ‘improvisar com intenção’ + ‘agir com consciência’ + ‘reagir com sabedoria’.
Liderar o impossível também pode ser um convite à desaprendizagem. Desaprender o obsoleto, deseducar-se de velhas fórmulas, soltar as certezas; transitar do saber para o sentir, da informação para a intuição. Como ensinou Einstein: “O inédito não virá pela lógica, o único caminho é o da intuição”.
Liderar também exige a superação do ego e a evolução do espírito. Estamos falando de uma liderança que une intenção nobre, ação corajosa e conexão com o essencial. Um novo modelo de presença, pelo qual o líder deixa de ser chefe e se torna referência, facilitador, exemplo, organismo vivo.
Oscar Motomura encerrou sua reflexão propondo uma formação 360º sem vazios. Uma jornada que inclui excursões à realidade real, práticas vivenciais, cultura de improvisos conscientes, motivação por intenções nobres, e coragem para transformar. Como resumiu: “O conhecimento auxilia por fora. Mas só o amor socorre por dentro”.
O caos é real. A surpresa, constante. Mas a travessia é possível com sabedoria radical, espírito coletivo e liderança de verdade. Dá para entender porque a Amana-Key é um centro de referência em desenvolvimento de líderes, transformação cultural e inovação radical. Suas imersões propõem um mergulho na cultura organizacional, na transformação cultural e na cultura global, sempre com foco na auto evolução, na liderança de si e no retorno ao essencial.
Fácil né? #sqn. Mas lembrar que coragem é a intenção nobre do coração, pode ser o primeiro passo para começar a ousar ser efetivamente quem somos; um ato radical e necessário para a liderança no aqui e no agora.
*Liliam Benzi é especialista em comunicação, marketing e desenvolvimento de negócios e de estratégias para B2B, com ênfase no setor de embalagens. Também atua como editora de publicações e Assessora de Comunicação de diversas empresas e entidades, entre elas a ABIEF.
Foi eleita Profissional do Ano pela Revista Embanews. Também é Press & Communication Officer da WPO (World Packaging Organization – Organização Mundial de Embalagem) e está à frente da LDB Comunicação Empresarial desde 1995 (ldbcom@uol.com.br).

Ótimo texto! Muito inspirador!