São Paulo, Agosto 2025 – O desempenho da indústria de embalagens plásticas flexíveis no primeiro…
CONSUMO PER CAPITA DE EMBALAGENS PLÁSTICAS FLEXÍVEIS CRESCE NO BRASIL EM 2023
Seguindo uma tendência mundial de substituição de embalagens plásticas rígidas por flexíveis, o brasileiro consumiu 10,6 Kg de flexíveis em 2023, o que aumentou a produção destas embalagens em 2,6% em relação a 2022.
São Paulo, Abril 2024 – O Brasileiro consumiu 2,5% mais embalagens plásticas flexíveis em 2023 em comparação ao ano anterior, chegando à marca de 10,6 Kg/habitante/ano, conforme mostrou o estudo da Maxiquim (www.maxiquim.com.br) feito com exclusividade para a ABIEF (Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis – www.abief.org.br). Este dado corrobora a alta de 2,6% da produção do setor em 2023, em comparação a 2022, levando a um fechamento de ano com 2,224 milhões de toneladas produzidas o que elevou o nível operacional do setor no ano para 64%.
Esta alta, contudo, não se refletiu no faturamento que registrou queda próxima a 14%, fechando em R$ 34,3 bilhões. “Acreditamos que esta queda de faturamento, pelo segundo ano consecutivo, se deva à redução dos preços em toda a cadeia produtiva, desde as matérias-primas até os produtos transformados. Mesmo assim, o faturamento se manteve acima do alcançado em 2020”, pontua o Presidente da ABIEF, empresário Rogério Mani.
Mani lembra ainda que em relação às matérias-primas usadas pela indústria de embalagens plásticas flexíveis, o consumo aparente de polietilenos (PE) caiu 2% em 2023 sobre 2022, enquanto que o de polipropileno (PP) cresceu 4%. “Tais variações resultaram em estabilidade no consumo aparente de poliolefinas como um todo em 2023.”
Nesse mesmo ano, a produção brasileira de embalagens plásticas flexíveis consumiu 2.167 mil toneladas de resinas, divididas em: 75% PEBD (polietileno de baixa densidade) e PEBDL (polietileno linear de baixa densidade); 16% PP (polipropileno); e 09% PEAD (polietileno de alta densidade).
Ainda em relação ao consumo de matérias-primas, o estudo da Maxiquim mostra que houve uma redução da participação da matéria-prima reciclada na produção de embalagens plásticas flexíveis em 2023, justificada pela grande oferta de matéria-prima virgem a preços competitivos. Assim, em 2023 os materiais reciclados tiveram uma participação de 4% na produção, frente aos 5% de 2022.
Alimentos, bebidas e agropecuária puxam a demanda
Outra boa notícia é que a demanda por embalagens plásticas flexíveis cresceu 3% em 2023, puxada por segmentos importantes como alimentos, bebidas e agropecuária. Assim como na produção, o patamar da demanda se mantém elevado, sustentando um crescimento médio anual de 1% desde 2010.
A indústria de alimentos continua sendo o principal cliente do setor, tendo consumido 2,8% mais embalagens em 2023 em comparação a 2022, totalizando 901 mil toneladas. Mas foi em higiene pessoal e na agropecuária que o setor registrou o maior boom de consumo, com altas de, respectivamente, 20,3% e 9,8%. Limpeza doméstica e pet food também tiveram um bom desempenho em 2023, com altas de, respectivamente, 7,1% e 5,8% no consumo de flexíveis em relação ao ano anterior.
Atualmente, a indústria de embalagens plásticas flexíveis representa 32% da produção total da indústria de transformação de plásticos. O setor é composto por mais de 5.550 empresas que geram cerca de 162.600 empregos. “Nossa expectativa para 2024 é que a demanda brasileira por estas embalagens siga a mesma trajetória de crescimento dos últimos anos, impulsionada pela perspectiva de redução de inflação e de juros ao longo do ano, além do aumento do consumo das famílias”, pondera o Presidente da ABIEF.
Vale lembrar que 79% dos filmes produzidos no Brasil se destinam à produção de embalagens; o restante é dividido entre agropecuária (13%) e sacolas (08%). Em 2023, o market share por tipo de embalagem produzida, ficou dividido em filmes, 71%; filmes shrink, 12%; filmes stretch, 09%; e sacolas/sacos, 08%. No ano, foram consumidas 20% a mais de embalagens monocamada, em detrimento de uma queda de 16% no consumo de multicamadas.
Sobre a ABIEF
Com 45 anos de atividades, a ABIEF trabalha para o crescimento sustentável do mercado nacional de embalagens plásticas flexíveis. A Associação também tem incorporada às suas atividades o fomento à exportação e a preservação ambiental.
A entidade reúne empresas de todo o Brasil, fabricantes de filmes monocamada coextrusados e laminados; filmes de PVC e de BOPP; sacos e sacolas; sacaria industrial; filmes shrink e stretch; rótulos e etiquetas; stand-up pouches; e embalagens especiais.
Informação para a imprensa:
Liliam Benzi
liliambenzi
linkedin.com/in/liliam-benzi-870b771a

This Post Has 0 Comments