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Ampliação De Capacidade Produtiva E Lançamento De Produtos Sinalizam Oportunidades

Ampliação de capacidade produtiva e lançamento de produtos sinalizam oportunidades

Por Liliam Benzi*

Apesar das baixas temperaturas, julho começou quente no quesito investimentos industriais no Brasil. Logo no início do mês, a Braskem apresentou o projeto ‘Transforma Rio’, que prevê a ampliação e modernização de sua planta de polietileno (PE) em Duque de Caxias (RJ), podendo adicionar 230 mil toneladas/ano à capacidade instalada.

O anúncio foi feito durante uma cerimônia oficial na Petrobras, pelo CEO da Braskem, Roberto Ramos, e o início das operações em 2028, prevê um investimento da ordem de R$ 4,3 bilhões, um dos maiores do setor nas últimas décadas. Com apoio do gás natural do Complexo Boaventura (Itaboraí) e da infraestrutura da Rota 3, a planta de Duque de Caxias será modernizada para atender à crescente demanda por polietileno.

 

 

Também no início de julho, a Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil surpreendeu o mercado ao divulgar que o setor de alimentos lidera, com folga, a intenção de lançar produtos em 2025. De acordo com o Índice GS1 Brasil de Atividade Industrial, o setor apresentou alta de 47,6% em junho em relação a maio e de 46,1% frente ao mesmo mês de 2024, consolidando uma alta acumulada de 33,3% nos últimos 12 meses.

Coincidência? Nem tanto. Estes movimentos indicam a reconfiguração de uma engrenagem essencial à economia nacional: a retomada da industrialização, seja no campo das matérias-primas para a indústria de plástico – com efeitos diretos e positivos no setor de embalagens plásticas flexíveis – ou no campo dos bens de consumo, especialmente alimentos, um importante cliente de nossa indústria.

Quando as prateleiras ganham novidades, a cadeia de fornecimento ganha força, desde a resina, passando pela embalagem, e culminando no bem de consumo. Estes movimentos, se orquestrados com outras adequações necessárias, poderão levar à retomada da competitividade de dois importantes setores para o Brasil: as cadeias petroquímica e de alimentos. Se a Braskem reduzir os custos para os transformadores, certamente fortalecerá a produção local de embalagens e demais itens plásticos.

Embalagens competitivas significam produtos competitivos para o consumidor final e mais lançamentos no setor alimentício significam maior demanda de soluções de embalagem. Lembrando que as embalagens plásticas flexíveis seguem crescendo não apenas no universo dos alimentos, mas entre os bens de consumo em geral por serem práticas, seguras, sustentáveis e adequadas às necessidades de um consumidor que busca conveniência, funcionalidade e flexibilidade de formatos e tamanhos.

Estas ações ilustram a máxima: industrializar também é inovar. Estes investimentos sinalizam otimismo dentro de um cenário fértil para a inovação industrial, alinhada a políticas públicas, infraestrutura logística e insumos competitivos.

Mais do que nunca, se o Brasil quer alimentar o mundo com produtos de valor agregado, manter-se competitivo e impor-se como um importante player global, é preciso manter os investimentos no fortalecimento das bases. Neste caso, a pavimentação desse futuro começa com a resina, passa pelo polímero e desemboca na inovação abraçada pelos alimentos.

*Liliam Benzi é especialista em comunicação, marketing e desenvolvimento de negócios e de estratégias para B2B, com ênfase no setor de embalagens. Também atua como editora de publicações e Assessora de Comunicação de diversas empresas e entidades, entre elas a ABIEF.

Foi eleita Profissional do Ano pela Revista Embanews. Também é Press & Communication Officer da WPO (World Packaging Organization – Organização Mundial de Embalagem) e está à frente da LDB Comunicação Empresarial desde 1995 (ldbcom@uol.com.br).

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